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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Parque Natural da Terceira

Arranca este mês, pela primeira vez na Terceira, a iniciativa “Parque Aberto – Conheça o Parque Natural da Terceira”, que tem por objetivo dar a conhecer à população o recém-criado Parque Natural desta ilha. O programa contempla um conjunto de atividades de participação gratuita, que decorrerão de novembro até ao final de fevereiro do próximo ano (programa em anexo).


Já este mês de Dezembro nos dias 17 e 18 (Sábado e Domingo) entre as 14.00h e as 18.00h estará patente no Parque Natural da Terceira – Ecoteca (Rua do Galo nº 112) a Exposição coletiva de fotografia de natureza: Terra Brava.


Neste âmbito, o Parque Natural da Terceira convida todos os terceirenses e todos os Açorianos a participar. Teremos todo o gosto em recebê-los!


Solicitamos ainda a vossa colaboração com a divulgação deste programa pela vossa lista de contactos.


Para inscrições e informações:


PARQUE NATURAL DA TERCEIRA
Telefone: 295 403 800
E-mail: parque.natural.terceira@azores.gov.pt

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Células estaminais e cancerígenas são as mais ‘rápidas’

Experiência apresentada no congresso da Sociedade Americana de Biologia Celular

Investigadores fizeram uma 'corrida de células'
Numa experiência invulgar, uma equipa de cientistas organizou uma ‘competição’ para tentar perceber quais as células mais rápidas do tecido humano. Numa pista feita de placas de vidro, investigadores de vários laboratórios inseriram as centenas de células a analisar. A mais veloz foi uma célula estaminal extraída da medula óssea de um feto. As conclusões foram apresentadas no congresso anual da ASCB (Sociedade Americana de Biologia Celular), que está a decorrer em Denver, Colorado, até amanhã.



As pistas onde se realizaram a ‘prova’ (com 4 a 12 micrómetros de largura por 400 micrómetros de comprimento) foram encomendadas ao laboratório francês Cytoo e enviadas as seis laboratórios em França, Alemanha, Reino Unido, Singapura e Estados Unidos (duas instituições), onde se realizaram as experiências.
Durante 24 horas, os cientistas registaram a velocidade das células. O especialista Simon Atkinson, do Departamento de Biologia da Universidade de Indiana (EUA), explicou que as células mais rápidas foram as células estaminais (em estado primitivo) e as células cancerígenas.
As células estaminais estão programadas para migrar durante o seu estado embrionário para diferentes partes de um organismo, onde se converterão em células especializadas segundo a função a ser desempenhada naquela parte do corpo.
Nos indivíduos adultos as células já estão formadas e têm funções específicas, existindo por isso mecanismos para conter essa deslocação.
Quando as células se tornam cancerígenas tendem a sofrer uma espécie de regressão que activa o programa que as fazia migrar durante o seu estado de desenvolvimento. Essa migração é a metástase do cancro.
Esta investigação pode ajudar os cientistas a entender a complexidade do cancro e assim abrir as portas para a descoberta de novas formas de tratamento.

Notícia em: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52085&op=all

NASA revela mais um planeta extra-solar potencialmente habitável


Análises ao recentemente descoberto Kepler-22b não confirmam ainda a sua habitabilidade

O «Catálogo de Exoplanetas Habitáveis»(Habitable Exoplanets Catalog, HEC) é uma base de dados focada nas descobertas de exoplanetas que potencialmente podem albergar vida. Destinada a cientistas, professores e público em geral, o HEC é um projecto do Laboratório de Habitabilidade Planetária (Planetary Habitability Laboratory, PHL), da Universidade de Porto Rico, em Arecibo.



Após quase 20 anos da detecção dos primeiros exoplanetas, ou planetas extra-solares, os cientistas estão agora a começar a identificar quais destes podem ser habitáveis. Mais de 700 exoplanetas já foram detectados e confirmados. O mais recente foi confirmado ontem pela NASA, no sistema planetário Kepler 22 (ver caixa embaixo). 
A maioria dos exoplanetas que se conhecem são gigantes gasosos, semelhantes a Júpiter e Neptuno. Apenas alguns têm o tamanho e uma órbita certos para serem considerados adequados à vida.



NASA descobre planeta potencialmente habitável

Kepler 22b encontra-se no sistema planetário a 600 anos-luz da Terra. Poderá ter condições para a formação de água em estado líquido. É a primeira vez que a NASA confirma a existência de um planeta numa zona orbital habitável fora do Sistema Solar. O planeta, detectado pela sonda Kepler, é maior do que a Terra, mas desconhece-se ainda a sua composição. Orbita em 290 dias uma estrela semelhante ao Sol. Lançada em 2009, a Kepler tem por missão procurar planetas-irmãos da Terra susceptíveis de terem vida. Em dois anos foram identificados 2326 candidatos, dos quais 207 com um tamanho aproximado da Terra e 680 com dimensões maiores. Antes, em Maio de 2007, o Centro francês de Investigação Científica anunciou que um dos planetas que orbita a estrela-anã Gliese 581 seria ‘habitável’. Em Agosto, astrónomos suíços confirmaram a existência de um outro exoplaneta em zona orbital habitável, o HD 85512b.
O PHL apresenta uma nova avaliação dos planetas. O catálogo elaborado, e que se encontra online aqui), não só identifica novos potenciais mundos habitáveis (incluindo ‘exoluas’) mas também os classifica de acordo com diversos índices de habitabilidade.


Abel Méndez, director do PHL e investigador principal do projecto, diz que uma das coisas mais importantes das classificações é que permitem comparar exoplanetas do melhor para o pior candidato a albergar vida.
O catálogo utiliza avaliações como o «Earth Similarity Index»(Índice de Similitude com a Terra), o «Habitable Zones Distance»(HZD) e o «Global Primary Habitability» (GPH). Usa também dados de outras bases como a «Enciclopédia de Planetas Extrasolares», o«Exoplanet Data Explorer», ou «NASA Kepler Mission».
Os planetas são categorizados utilizando-se vários sistemas de classificação. Uma das classificações divide-os em 16 categorias de massa e temperatura.


Até agora apenas dois exoplanetas correspondem aos critérios de habitabilidade do catálogo: o Gliese 581d e HD 85512b. Identifica, contudo mais 15 planetas e 30 luas como potenciais candidatos a habitáveis.
O planeta dado ontem a conhecer pela NASA, o Kepler 22b, não foi classificado pelo catálogo como ‘habitável’, pelo menos na primeira análise. Como se pode ser no site, “o planeta encontra-se na ‘zona habitável’, mas é muito grande e para já foi classificado como «Warm Neptunian»”. Ainda assim, nas análises mais recentes, não se põe de parte o seu potencial, considerando que o planeta poderá vir a ser classificado como «Warm Superterran», sendo assim habitável.


Estas pesquisas teem o objectivo de nos revelarem a existência de planetas com vida ou com a possibilidade de existência de vida mas no sentido prático de nós humanos podermos alguma vez tentar habita-los isso nunca será uma realidade por isso continuo sem perceber o que é se ganha com estas descobertas.


Notícia em: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52079&op=all

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Cientista planetário escreve guia turístico sobre Marte

Notícia completa em:

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=51937&op=all

Ninho de dinossauro com 15 crias achado na Mongólia

Estudo revela informações sobre o desenvolvimento pós-natal das crias

  

  Ninho do dinossauro 'Protoceratops andrewsi'

Ninho do dinossauro 'Protoceratops andrewsi'



Um ninho repleto de restos fossilizados de 15 crias de dinossauro, da espécie Protoceratops andrewsi, foi encontrado em Tugrikinshire, na Mongólia, por investigadores norte-americanos. Trata-se do primeiro ninho deste género alguma vez descoberto.
O estudo deste achado revela novas informações sobre o desenvolvimento pós-natal e sobre o cuidado dos progenitores em relação às crias. O estudo está publicado no «Journal of Paleontology».
David Fastovsky, professor de geociência da Universidade de Rhode Island, a descoberta revela que as crias permaneciam no ninho durante um longo período.
“Encontrar dinossauros jovens num ninho é um acontecimento relativamente raro e não me lembro de nenhuma outra espécie que conserve 15 crias desta forma”, diz o investigador, citado pelo jornal espanhol «ABC».
Encontrado na Formação Djadochta, zona de Tugrikinshire, Mongólia, o ninho tem forma de bacia e um diâmetro de 2,3 metros. Os investigadores admitem que terá 70 milhões de anos.
No seu interior encontram-se, então, os 15 dinossauros, dez dos quais completos, num estado de crescimento e desenvolvimento semelhante e com o mesmo tamanho, o que indica que serão todos filhos da mesma mãe.
Um Protoceratops andrewsi adulto media 1,84 metros de altura e demorava dez anos para atingir o seu tamanho máximo. Os investigadores calculam assim que as crias teriam um ano quando morreram.
A morte terá decorrido provavelmente, durante uma tempestade de areia, acreditam os investigadores. Os motivos da excelente conservação dos fósseis prendem-se com a aridez do terreno.
O local que é actualmente a Mongólia era amplamente habitado por dinossauros terópodes, entre eles o conhecido Velociraptor, que provavelmente se alimentava das crias dos Protoceratops.

Artigo: A Nest of Protoceratops andrewsi(Dinosauria, Ornithischia)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Terra pode ter ‘espalhado’ partículas de vida pelo sistema solar Estudo da Universidade Nacional Autónoma do México propõe nova teoria


Devido aos impactos de asteróides, a Terra pode ter expelido partículas de vida para o Espaço

Através da realização de novas simulações, um grupo de cientistas da Universidade Nacional Autónoma do México avança com a teoria de que, ao contrário da teoria da panspermia, poderá terá sido a Terra a expelir para o espaço partículas de vida. Devido aos impactos de asteróides, partes da crosta terrestre contendo organismos biológicos poderiam ter sido lançados para o espaço. Conforme a sua velocidade podem ter chegado a outros planetas.

A equipa realizou sofisticadas simulações para analisar a dinâmica das partículas expelidas. Chegaram à conclusão que estas podiam chegar a Vénus, Marte, e até Júpiter.


Dirigido por Mauricio Reyes Ruiz e publicado na «arXiv.org», o estudo analisou as probabilidades de colisão das partículas terrestres com planetas próximos, triplicando o número de material em relação a estudos anteriores. Analisaram 10 242 partículas a uma velocidade de ejecção mínima de 11,2 quilómetros por segundo (velocidade necessária para saírem da órbita do nosso planeta).

Na simulação, fizeram as partículas percorrer o espaço durante 30 mil anos, tempo máximo de sobrevivência do material biológico neste contexto. Os cálculos demonstraram que é necessária uma velocidade de ejecção de 11,62 quilómetros por segundo para chegar a Marte e de 14,28 quilómetros por segundo para alcançar a órbita de Júpiter. As partículas com velocidades de 11,2 quilómetros por segundo têm mais probabilidades de voltar a cair na Terra enquanto as que têm uma velocidade de 16,4 quilómetros por segundo podem sair do sistema solar.

Os resultados obtidos têm, dizem os investigadores, muita importância para os estudos de astrobiologia, pois podem contribuir para procurar evidências de vida em ambientes capazes de a sustentar, como Marte ou luas de Júpiter, Europa e Ganimedes.

Artigo: Dynamics of escaping Earth ejecta and their collision probability with different Solar System bodies

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Primeiro animal com informação genética artificial

Verme foi alterado na Universidade de Cambridge

2011-08-12
Verme da espécie 'Caenorhabditis elegans'.
Verme da espécie 'Caenorhabditis elegans'.
Uma equipa de investigação da Universidade de Cambridge (Reino Unido) criou o que alega ser o primeiro animal com informação artificial no seu código genético, segundo avançou hoje a BBC. A técnica desenvolvida poderá dar aos biólogos a possibilidade de controlar os átomos das moléculas em organismos vivos.

O trabalho usou vermes da espécie ‘Caenorhabditis elegans’ e foi publicado na revista especializada «Journal of the American Chemical Society».
Os pequenos seres têm um milímetro de comprimento, e apenas mil células na formação do corpo. Segundo o estudo, o que torna este animal único é o facto de o código genético ter sido estendido para criar moléculas biológicas, que não são conhecidas no mundo natural.

Os cientistas Jason Chin e Sebastian Greiss fizeram um trabalho de reengenharia da máquina biológica do verme para incluir um 21º aminoácido, não encontrado na natureza. Segundo explicam no estudo, a técnica tem um potencial transformador, pois proteínas poderão ser criadas sob o controlo total dos investigadores e o novo método poderá ser aplicado em uma ampla variedade de animais.

A proteína artificial que é produzida em cada célula do corpo do verme contém um corante fluorescente que brilha em tons cor de cereja, quando colocada sob a luz ultravioleta. Caso o projecto genético tivesse fracassado, não existiria brilho.

Qualquer aminoácido artificial poderia ser escolhido para produzir novas propriedades específicas, e a equipa sugere que esta abordagem pode agora ser usada para introduzir em organismos proteínas criadas que podem ser controladas pela luz.

Os dois investigadores planeiam colaborar num estudo detalhado de células neurais no cérebro do nematoide, com o objectivo de activar ou desactivar neurónios isolados de forma precisa e com minúsculos flashes de laser.

Nicotina e falta de apetite

Cientistas descobrem como a nicotina actua na perda de apetite

Estudo de investigadores norte-americanos publicado na «Science»

2011-08-10
A nicotina activa um pequeno grupo de neurónios do hipotálamo
A nicotina activa um pequeno grupo de neurónios do hipotálamo
Um dos receios que impede alguns fumadores de deixar de fumar é a possibilidade de ganharem peso depois de o fazerem, isto porque a nicotina tem a propriedade de reduzir o apetite. Uma equipa de cientistas norte-americanos conseguiu descobrir como a nicotina actua nos neurónios implicados nos sinais de apetite.
Os investigadores acreditam que esta descoberta pode ajudar fumadores a deixar de fumar e a evitar que ganhem peso depois, bem como a tratar da obesidade. Os resultados da investigação estão publicados na «Science»
A nicotina activa um pequeno grupo de neurónios do hipotálamo que regulam os sinais do organismo e indicam que já se comeu o suficiente.
Marina Picciotto, da Universidade de Yale (EUA), e cientistas de outras instituições determinaram que um subtipo de receptor da nicotina pode agir enquanto um indivíduo come. Quando a nicotina de conecta a esse receptor, activam-se neurónios específicos desencadeando processos que conduzem à supressão do apetite.
“O hipotálamo é uma área do cérebro que integra sinais precedentes dos intestinos e a da presença de gordura, avisando o cérebro se o corpo necessita de comida ou se já tem calorias suficientes”, explica Mariella De Biasi, do College of Medicine.
A identificação deste receptor “é importante para compreender os mecanismos relacionados com a adição, o peso e o hábito de fumar”, explica a investigadora. Por agora, os resultados referem-se a experiências com ratinhos, mas pode abrir portas à descoberta de medidas terapêuticas para ajudar as pessoas a deixar de fumar sem receio de ganharem peso.

Artigo: Nicotine Decreases Food Intake Through Activation of POMC Neurons

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011