segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Investigadores recriam canto de grilo do Jurássico

Cientistas tiveram em conta o ambiente acústico daquele período e local 





Não é fácil reconstruir comportamentos de espécies de animais já extintas, “principalmente no que se refere à natureza e origens da comunicação acústica”. Mas num estudo publicado agora na «Proceedings of the National Academy of Sciences» (PNAS), uma equipa de cientistas revela como seria o canto do Archaboilus musicus, um extinto Tettigoniidae (um tipo de grilo) que viveu durante o Jurássico, há 165 milhões de anos.

A investigação, que envolveu equipas chinesas, britânicas e norte-americanas, baseou-se na análise de vários fósseis “excepcionalmente bem conservados”. A partir da morfologia do seu aparelho estridulatório (que emite sons a partir da fricção de partes do corpo) e na comparação filogenética com 59 espécies atuais foi possível recriar o som.

A espécie jurássica, batizada como Archaboilus musicus, que habitou o que hoje são as florestas da China e da Mongólia, media sete centímetros e produzia um som para atrair as fêmeas para o acasalamento através do movimento das asas, semelhante ao que acontece com as espécies atuais.

Os investigadores tiveram em conta o ambiente acústico daquele período e local, onde existiam muitos animais que emitiam sons ao mesmo tempo.

Chegaram à conclusão que o primitivo grilo emitiria frequências simples e puras. Através da estridulação, dava a conhecer às fêmeas a sua posição e a sua capacidade física. Estas poderiam atender ou não à chamada.

Seguindo princípios biomecânicos descobertos há alguns anos, Fernando Montealegre-Zapata, da equipa de Bristol, descobriu que esse grilo tinha um tom agudo com uma frequência de 6.4kHz e que cada episódio de canto durava 16 milésimos de segundo. Esta informação foi suficiente para reconstruir o canto.

A análise paleobioacústica forneceu também uma perspectiva única sobre a ecologia do inseto extinto. Os investigadores escrevem que a sua comunicação estava perfeitamente “adaptada ao ambiente desordenado da floresta de coníferas e fetos gigantes do Jurássico Médio, onde répteis, anfíbios e mamíferos insetívoros teriam também ouvido o seu canto”.

Artigo: Wing stridulation in a Jurassic katydid (Insecta, Orthoptera) produced low-pitched musical calls to attract females

Fonte:www.cienciahoje.pt

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

IBMC descobre mecanismo que trava divisão celular

Estudo poderá levar a novas terapias em doentes de cancro

Uma equipa de investigadores do Instituto de Biologia e Medicina Molecular (IBMC) descobriu uma forma de impedir a proliferação celular e “apesar de não se tratar de uma medida terapêutica, o estudo poderá levar a futuras terapias” para situações de descontrolo da divisão celular, como é o caso do cancro, segundo avançou Hélder Maiato, responsável pelo grupo de trabalho, ao «Ciência Hoje». O estudo foi publicado na edição ‘online’ desta semana da revista «Nature Cell Biology» e já valeu o prémio Pfizer de Investigação Básica à equipa.

O investigador explica que a divisão se realiza normalmente através de um processo de bipolaridade celular, ou seja, o material genético sob a forma de cromossomas separa-se de um modo equivalente para dois polos definidos ao longo do eixo de divisão, constituindo o fuso mitótico, mas “por várias razões, o caracter bipolar pode ser quebrado e este pode adquirir um carácter multipolar, originando uma distribuição desigual do material genético e associada a vários tipos de cancro”.

Em divisões multipolares as células conseguem “iludir” os mecanismos de controlo de qualidade agrupando os vários polos num fuso bipolar, permitindo a sobrevivência e transmissão do genoma cancerígeno. Agora, “o novo mecanismo tenta evitar o carácter irreversível e causar a morte celular”, continua. A investigação vem provar que determinadas proteínas, as CLASPs, podem ser utilizadas como alvos para inviabilizar células em divisão.

Entre células anormais
Geralmente, uma célula anormal – derivada de cancro – assume um fuso multipolar (com mais de dois pólos) e muitas vezes conseguem reorganizar-se de forma a tornarem-se novamente bipolar. Em cada um dos polos será reorganizada uma célula filha e ambas deverão possuir a mesma informação genética da célula que lhes deu origem. Segundo Elsa Logarinho, uma das autoras do trabalho, refere em comunicado, “é muito importante que este fuso esteja correctamente formado e mantenha o seu carácter bipolar” uma vez que é ele quem garante a igual “divisão dos cromossomas entre as células filhas”, acrescentou ainda.

Segundo a investigação, as CLASPs estão envolvidas na estruturação do fuso mitótico bipolar durante a divisão. Neste estudo os autores mostram que quando a função das CLASPs é afectada, impede-se a capacidade de células cancerígenas agruparem os múltiplos polos num fuso bipolar, tornando o processo irreversível. Neste caso, as células cancerígenas filhas não conseguem sobreviver. Por isso, “Se, em teoria, conseguirmos remover as CLASPs apenas nas linhagens de células cancerígenas, por exemplo, poderemos impedir que tumores continuem a proliferar”, continuou Hélder Maiato.

A equipa do IBMC demonstrou que “motores” localizados nos próprios cromossomas, ao actuarem sobre o fuso mitótico, podem levar à fragmentação irreversível dos seus polos. Segundo o investigador, “em termos conceptuais, em biologia, este estudo confere aos cromossomas, geralmente entidades passivas, um papel activo na determinação da arquitectura do fuso mitótico – o que causa esta multiplicação irreversível”.

Agora, “o desafio está em direccionar a abordagem experimental e a função das CLASPs para um tecido ‘in vivo’, já que este estudo foi realizado em cultura de células em laboratório”, concluiu Hélder Maiato.

Curso Infosénior III

     
O CCAH apresenta a terceira edição do curso de introdução informática para séniores. Esta edição surge no contexto de dar seguimento às primeiras edições de carácter iniciativo e apostar numa vertente mais prática e dinâmica.


O curso tem início a 13 de Março.


Requisitos para inscrição: possuir noções básicas de informática.

As inscrições já se encontram abertas, contactem-nos. Daremos prioridade aos alunos das primeiras edições.

Poluição sonora nos oceanos prejudica as baleias

Foram medidos os níveis de stress destes cetáceos com e sem tráfego marítimo

O barulho de origem humana que percorre os oceanos – como os motores dos grandes navios – provoca stress nas baleias ao dificultar a sua comunicação. Já há algum tempo os investigadores acreditavam que esta teoria tinha fundamento, mas só agora, e graças a um método pouco convencional, onde o ‘acaso’ teve um papel determinante, foi possível prová-la.

O curioso estudo, que liga os acontecimentos do 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque a uma investigação sobre fezes de baleias na Baía de Fundy (na costa atlântica da América do Norte), está agora publicado no «Proceedings of the Royal Society B».

Em 2001, a investigadora e veterinária Roz Rolland, do Aquário de Nova Inglaterra, em Boston, estava a recolher fezes de baleias-francas na Baía de Fundy, no Canadá, com a ajuda de um rottweiller, capaz de as detectar sobre as águas.

O objectivo era realizar testes de gravidez e estudar a reprodução dos animais. Mas as fezes, além de indicarem se a baleia está grávida, revelam também os seus níveis de stress. No dia 11 de Setembro de 2001, o atentado ao World Trade Center de Nova Iorque provocou uma diminuição drástica do tráfego marítimo na costa norte atlântica da América do Norte.

Pela primeira vez foi possível estudar as variações das hormonas de stress durante a redução de barulho no oceano. Em geral, o ruído diminuiu seis decibéis (com uma redução significativa das baixas frequências) e os níveis das hormonas do stress das baleias também. Este resultado sugere que o ruído provoca stress crónico nestes cetáceos.

As baleias utilizam sons de baixa frequência para comunicarem. Quando o ruído aumenta, as baleias alteram o seu comportamento e as suas vocalizações.

A contaminação acústica dificulta a capacidade de comunicarem entre si, aumentando o stress. Este pode interferir com os seus sistemas imunitário e reprodutivo. Existem apenas 475 baleias-francas no noroeste Atlântico e as suas taxas de reprodução são mais baixas do que as das baleias francas que passam o verão na Antárctida. O stress provocado pelo ruído pode ser uma das razões.

Roz Rolland acredita que a poluição sonora nos oceanos deve ser motivo de preocupação, tal como os desperdícios sólidos. Não são apenas os barcos que fazem barulho, adverte. As explorações de petróleo e de gás e os parques eólicos emitem também sons de baixa frequência que podem afectar estes cetáceos.

Artigo: Evidence that ship noise increases stress in right whales

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Palestra - A Procura de Planetas Habitáveis fora do Sistema Solar


+LUZ é o nome dado ao Ciclo de Palestras sobre Astronomia organizadas pelo OASA - Observatório Astronómico de Santana - com o apoio do Governo Regional dos Açores. A Palestra A Procura de Planetas Habitáveis Fora do Sistema Solar faz parte desse ciclo e será apresentada dia 19 de Fevereiro pelas 16H00 pelo Dr. Vasco Neves no Centro de Ciência de Angra do Heroismo - Observatório do Ambiente dos Açores.

Todo o público em geral está convidado a assistir!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Crustáceo super-gigante descoberto na Nova Zelândia




Numa expedição a um dos lugares mais profundos do oceano, na Nova Zelândia, uma equipa de cientistas encontrou, a sete mil metros, um anfípoda (crustáceos sem carapaça) gigante. Normalmente, estes crustáceos de águas profundas medem entre dois e três centímetros. 
A maior espécie que se conhecia vive na Antárctica e chega aos dez centímetros.
O que foi capturado agora pela equipa do Oceanlab (Universidade de Aberdeen, Reino Unido) e do National Institute of Water & Atmospheric Research (NIWA, Nova Zelândia) bate todos os recordes: mede 28 centímetros, quase dez vezes mais do que os anfípodas comuns. Os investigadores conseguiram ainda filmar outro gigante de 34 centímetros. 


http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52868&op=all

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Curso de Astrofotografia no CCAH

Visite o blog do formador : http://astroatlantico.blogspot.com/

Informamos, a todos os interessados, que as inscrições para o Weekend Técnico de Astrofotografia (formador: João Porto), que decorrerá nas instalações do Observatório do Ambiente dos Açores de 25 a 27 de Maio de 2012, já estão abertas!

Preencha a sua ficha de inscrição disponível em http://oaa.centrosciencia.azores.gov.pt/actividade/curso-weekend-t%C3%A9cnico-de-astrofotografia e reenvie-nos através do e-mail cc.angraheroismo@azores.gov.pt.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Encontrado o vertebrado mais pequeno do mundo

Rã de 7,7 milímetros é originária da Papua-Nova Guiné

Uma rã da família Paedophryne, originária da Papua-Nova Guiné e que mede apenas 7,7 milímetros, é o vertebrado mais pequeno do mundo, revela a revista científica PLoS One.

A descoberta foi realizada por investigadores da Universidade Estatal de Luisiana, EUA, quando fizeram uma expedição de três meses à ilha da Papua-Nova Guiné, um dos maiores centros de biodiversidade tropical do planeta.
A equipa encontrou duas rãs da família Paedophryne e batizou a mais pequena como Amauensis paedophryne, em homenagem ao povo da Papua-Nova Guiné.

A Amauensis paedophryne retirou o título de vertebrado mais pequeno do mundo ao peixe Paedocypris progenetica, localizado na Indonésia e com oito milímetros de comprimento.

Dos mais de 60 mil vertebrados conhecidos, o maior é a baleia azul, que mede mais de 25 metros.
 
In: www.cienciahoje.pt

Parque de Ciência e Tecnologia de S. Miguel abre em 2013

A NONAGON resulta de uma parceria entre o Governo dos Açores e a Câmara da Lagoa


O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente, revelou hoje que já existem empresas interessadas em fixar-se no Parque de Ciência e Tecnologia de S. Miguel, nos Açores, que deve abrir em 2013.

"Há muitas entidades que manifestaram interesse em fixar-se no parque, entre as quais a PT, Microsoft e a YDreams, só para falar em algumas mais conhecidas", afirmou José Contente em declarações aos jornalistas no final da assinatura da constituição da Associação NONAGON, que vai gerir esta infraestrutura, em construção no concelho da Lagoa.
Para José Contente, "a partir de agora, a associação tem todos os instrumentos para potenciar a vinda de mais entidades que tenham de facto interesse em investir nos Açores e desenvolver esta cultura científica e tecnológica".

A NONAGON resulta de uma parceria entre o Governo dos Açores e a Câmara da Lagoa e, segundo José Contente, "pode começar a trabalhar" para cativar entidades da área da ciência, tecnologia, observação da terra, mar e espaço.
O secretário regional afirmou que a obra "estará concluída dentro de um ano", acrescentando que "todo o trabalho de captação de empresas tem de estar feito aquando a sua abertura". 


In: www.cienciahoje.pt

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Actividades da ESA para 2012

Agência Espacial Europeia (ESA) apresentou as principais atividades do ano 2012, onde destaca o primeiro lançamento do Veja – a nave mais pequena dos “família de lançadores europeus” –, a missão BepiColombo, para a exploração de Mercúrio que irá passar por uma fase exaustiva de testes durante o ano de 2012. Haverá ainda o sucessor do Telescópio Espacial Hubble que irá receber várias contribuições, incluindo o instrumentos científico MIRI. Este instrumento científico irá não só fornecer espantosas fotografias do espaço, mas também permitir o estudo de populações de estrelas e galáxias ou de cometas distantes e do Kuiper Belt. Ainda este ano, a missão multi-satélite Swarm irá disponibilizar informações sobre o campo magnético da Terra e da sua evolução temporal, melhorando o nosso conhecimento acerca do interior da Terra e do seu clima. O Swarm é constituido por uma constelação de três satélites, em três órbitas polares diferentes, entre os 400 e os 550 quilómetros de altitude. Cada satélite irá fornecer medições de elevada precisão e resolução relativas à força e direção do campo magnético.
O Envisat, o maior satélite de observação da Terra alguma vez construído, irá completar 10 anos em órbita a 1 de Março do corrente. Neste tempo, tem fornecido aos cientistas europeus dados sobre o ambiente, através de aplicações multifacetadas que cobrem a superfície terrestre, os oceanos, a cobertura de gelo e a atmosfera.

Cada Veículo de Transferência Automatizado (ATV) pode transportar até 7 toneladas de carga para a Estação Espacial Internacional, incluindo comida, água potável, gases, material de pesquisa e equipamento de manutenção e cerca de 3 toneladas de combustível. A nave também reposiciona, com regularidade, a estação na órbita e manobra o complexo para evitar colisões com detritos espaciais.
Desde o seu lançamento a 21 de Outubro, os dois satélites Galileo passaram por verificações detalhadas, a partir da estação de terra em Redu (na Bélgica) para garantir que tudo está a funcionar em pleno e de acordo com as especificações.
O CryoSat fará a apresentação do primeiro mapa das alterações na espessura dos gelos marinhos.
Terminada a sua missão de cinco meses, 'PromISSe', na Estação Espacial Internacional, André Kuipers irá aterrar nas estepes do Cazaquistão. Durante a sua missão, André terá feito diversas experiências, atividades educacionais e terá sido o operador principal do ATV, monitorizando a aproximação e acoplagem do veículo.

O MetOp-B foi desenvolvido e construído pela ESA em colaboração com a Eumetsat. O MetOp-B segue-se ao MetOp-A, lançado em Outubro de 2006. Os satélites MetOp são uma série de satélites meteorológicos de órbita polar operados pela Eumetsat. O MetOp-B transporta 11 instrumentos que vão melhorar a qualidade das previsões meteorológicas e contribuir para a obtenção de dados do clima.
A ESA estará presente na conferência anual do ECSITE, que atrai mais de 1000 profissionais de comunicação de ciência. Pela primeira vez, o espaço será o tema principal da conferência, organizada pela ‘Cité de l’Espace’ em Toulouse, um dos poucos centros europeus dedicados em permanência ao espaço, e um parceiro de longa data da ESA.
Os satélites Meteosat Second Generation foram desenvolvidos e construídos pela ESA e são explorados pela Eumetsat. Foram concebidos para melhorar as previsões meteorológicas, de acordo com os requisitos dos utilizadores. O MSG-3 irá prosseguir a série de satélites meteorológicos que se iniciou com o Meteosat-1, em 1977. O primeiro satélite de segunda geração (MSG-1) foi lançado em 2004, seguindo-se o MSG-2, em Dezembro de 2005.

In: www.cienciahoje.pt

Três mil pinturas rupestres encontradas no México

Caçadores-recolectores dos primeiros mil anos da nossa era
foram os autores das pinturas



Mais de três mil pinturas rupestres em 40 rochas, foram encontradas a noroeste de Guanajuato (México) por investigadores do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH, Conselho Nacional de Cultura mexicano). As imagens estão relacionadas com vários tipos de rituais e cultos e foram realizadas por sociedades de caçadores-recolectores que habitaram aqueles sítios entre o século I e X d.C. 

 

Encontraram-se, igualmente, representações religiosas e outras inscrições correspondentes à época colonial feitas por comunidades Otomis (indígenas da zona central do México) e outras por fazendeiros e religiosos nos séculos XIX e XX.


A descoberta foi feita durante a quarta temporada de investigação e registo do projecto «Arte Rupestre na bacia do Rio Victoria», que abarca a zona semidesértica de Querétaro e Guanajuato. Os trabalhos foram dirigidos pelo arqueólogo Carlos Viramontes.
Os espaços encontrados, que se somam aos 70 sítios descobertos desde finais dos anos 80, foram para já classificados em dois grupos: os públicos (sítios de fácil acesso que permitiam a participação de um grande grupo de pessoas) e os privados (locais de difícil acesso onde apenas um pequeno grupo praticava rituais).
Exemplo de um lugar privado é, acreditam os arqueólogos, o sítio de Manitas, na comunidade de Tierra Blanca. Cerro del Redondo, no município de San Luis de la Paz, seria um espaço público. 
O primeiro é um lugar de ritual privado onde, possivelmente, só participavam “o especialista em rituais e os seus aprendizes”, já que se situa perto do pico de uma montanha com 3400 metros de altura e está escondido numa ravina de difícil acesso. As imagens encontradas abrangem “figuras humanas, plantas, animais e criaturas fantásticas”. Há também alguns traços geométricos e mãos vermelhas e negras.
O Cerro del Redondo, classificado como espaço público, seria frequentado por um grande número de pessoas. “Trata-se de uma pequena elevação a meio de uma planície onde se encontram iconografias antropomorfas, plantas como o peiote, cacto do qual se extrai a mescalina, e animais como insectos e veados”.
As representações feitas pelos caçadores-recolectores têm como características os tons amarelo, vermelho e negro.
“O acto de pintar imagens na rocha ia mais além do que deixar na memória colectiva momentos históricos, climáticos ou rituais”, acreditam os investigadores. “Para eles, as superfícies rochosas que utilizavam para pintar era um ponto de contacto entre o mundo material e o espiritual, conforme determinado pela mesma iconografia que reflectia o culto ancestral da pedra e da montanha como entidades vivas”.

In: www.cienciahoje.pt

 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Universidade do Minho cria sensor para vigiar aneurismas

 
 Um novo sensor com uma tecnologia apoiada por telemetria está a ser desenvolvido na Universidade do Minho (UMinho) para apoio a intervenções de reparação endo-vascular de aneurismas (EVAR). A instituição coordena o projeto de investigação – em parceria com o MIT Portugal, a FEUP e o Instituto Superior Técnico – que se propõe incorporar um sensor inovador num "stent graft" de correção de aneurismas. Este novo sensor deverá ser capaz de fazer por telemetria a monitorização dos doentes no pós-operatório, sem custos importantes.

O tratamento por EVAR constitui nos dias de hoje, em casos selecionados, uma alternativa minimamente invasiva à cirurgia convencional. A metodologia de intervenção é utilizada há 20 anos, no entanto as técnicas têm sido melhoradas no sentido de serem cada vez menos invasivas, mais económicas e mais monitorizáveis.

“As vantagens do projeto em que estamos a trabalhar estão no facto de se tratar de uma tecnologia de baixo custo, para além de fazer uma aposta num sensor muito fino e flexível”, diz o coordenador e docente Luís Alexandre Rocha, do Departamento de Eletrónica Industrial da UMinho. Este facto faz com que o sensor seja colocado na mesma cirurgia e juntamente com o “stent graft” de correção da artéria, sem cirurgias complementares e invasões com cateteres à parte.
Luís Alexandre Rocha.
Luís Alexandre Rocha.
Este desenvolvimento tecnológico, merecedor de um financiamento pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, vai trazer vantagens transversais, pois permite uma evolução tanto ao nível da eletrónica industrial com uma nova instrumentalização de circuitos em si, nomeadamente no desenvolvimento dos polímeros saindo dos materiais tradicionais, como os silícios, para trabalhar com nano-compósitos.

Desta forma, Luís Alexandre Rocha acredita que “este projeto trará desenvolvimentos importantes em materiais simultaneamente flexíveis e condutores, que trabalhem com sensores aplicáveis noutros campos e áreas”.


In: www.cienciahoje.pt

Cientistas redescobrem espécie animal extinta

Tartaruga rara gigante reaparece nas ilhas Galápagos

Uma espécie rara de tartaruga gigante das ilhas Galápagos, no Equador, que se julgava extinta há mais de 150 anos, reapareceu em muito pequeno número, avança a Lusa.

A descoberta foi realizada por um grupo de investigadores da Universidade de Yale que chegou a esta conclusão depois de ter reencontrado a marca genética da tartaruga Chelonoidis elephantopus
no ADN dos seus descendentes híbridos.

Os cientistas norte-americanos detetaram os traços genéticos desta espécie no ADN de onze tartarugas de outra espécie, a Chelonoidis becki, que habita na ilha de Isabela, a maior do arquipélago das Galápagos.

Originalmente, a
Chelonoidis elephantopus encontrava-se apenas numa outra ilha das Galápagos, a Floreana, tendo sido dada como extinta pouco depois da viagem do naturalista britânico Charles Darwin ao arquipélago, em 1835.

“Pelo que sabemos, é a primeira vez que se redescobre uma espécie animal extinta”
, afirmou Ryan Garrick, da Universidade de Yale, e um dos coautores do estudo publicado na revista Current Biology.

As tartarugas das Galápagos ficaram célebres por terem inspirado Charles Darwin na teoria da evolução das espécies pela seleção natural.


Os répteis podem pesar perto de 400 quilos, medir mais de 1,80 metros de comprimento e viver mais de cem anos. Atualmente, alguns exemplares das 13 espécies de tartarugas das Galápagos estão em risco de extinção.


De acordo com os investigadores norte-americanos, o transporte de tartarugas de uma ilha para outra das Galápagos, por parte de piratas e baleeiros, não era raro no século XIX.
 
In: www.cienciahoje.pt 

374º Aniversário de Nicolas Steno

Nicolaus Steno nasceu em Copenhaga a 11 de Janeiro de 1638 e faleceu em Schwerin  a 25 de Novembro de 1686. Foi bispo católico dinamarquês e cientista pioneiro nos campos da anatomia e da geologia. Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1988.
Inicialmente dedicou-se ao estudo da anatomia, focando o seu trabalho sobre o sistema muscular e na natureza da contracção muscular. Utilizou a geometria para mostrar que um músculo em contracção altera a sua forma mas não o seu volume.

Em Outubro de 1666, dois pescadores capturaram um enorme tubarão, próximo da cidade de Livorno e o grão-duque Fernando mandou enviar a cabeça do animal a Steno. Este dissecou-a e publicou as suas descobertas em 1667. O exame dos dentes do tubarão mostrou que estes eram muito semelhantes a certos objectos chamados glossopetrae, ou pedras língua, encontrados em algumas rochas.


Steno argumentou que os glossopetrae pareciam-se com dentes de tubarão, porque eram dentes de tubarão, provenientes das bocas de antigos tubarões, que haviam sido enterrados em lodo e areia que eram agora terra seca. Existiam diferenças de composição entre os glossopetrae e os dentes dos tubarões actuais, mas Steno argumentou que os fósseis podiam ter a sua composição química alterada sem que a sua forma se alterasse, através da teoria corpuscular da matéria.
O trabalho de Steno sobre os dentes de tubarão levou-o a questionar-se sobre a forma como um objecto sólido poderia se encontrado dentro de outro objecto sólido, como rocha ou uma camada rochosa. Os "corpos sólidos dentro de sólidos" que atraíram o interesse de Steno incluíam não apenas fósseis como hoje os definimos, mas também minerais, cristais, incrustações, veios, e mesmo camadas completas de rocha ou estratos. 
Steno não foi o primeiro a identificar os fósseis como sendo de organismos vivos. Os seus contemporâneos Robert Hooke e John Ray também defenderam este ponto de vista.
A Steno atribui-se definição da lei de sobreposição, e dos princípios de horizontalidade original, continuidade lateral: os três princípios básicos da estratigrafia. 

Outro princípio, conhecido simplesmente por lei de Steno, diz que os ângulos entre faces correspondentes em cristais da mesma substância são os mesmos para todos os exemplares desta.

Foi ordenado padre, e mais tarde bispo e enviado em trabalho de missão para o norte da Alemanha. Trabalhou em Hannover e Hamburgo e após vários anos de tarefas difíceis, morre em Schwerin em 1686.
A sua vida e trabalho têm sido intensamente estudados, em particular desde finais do século XIX, e especialmente a sua piedade e virtude têm sido avaliadas com vista a uma eventual canonização. Em 1987 foi beatificado pelo Papa João Paulo II.

As suas obras: 
  • De Musculis et Glandulis Observationum Specimen (1664)
  • Elementorum Myologiae Specimen (1667)
  • Discours sul l'anatomie du cerveau (1669)
  • De solido intra solidum naturaliter contento dissertationis prodromus (1669) 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolaus_Steno

sábado, 7 de janeiro de 2012

Universidade dos Açores procura teoria unificada sobre biodiversidade



Paulo Borges é o coordenador do projecto

A Universidade dos Açores (UAç) vai desenvolver nos próximos quatro anos um estudo científico sobre a biodiversidade em ilhas oceânicas tendo em vista estabelecer uma teoria geral sobre esta matéria, anunciou hoje a instituição.

O projecto denominado «Biodiversidade em Ilhas Oceânicas: Um Modelo Unificado» vai ser desenvolvido entre 2012 e 2015 pelo Grupo de Biodiversidade da UAç, sob a coordenação do investigador Paulo Borges, para “estabelecer ligações cruciais entre a teoria ecológica e a prática da conservação, avançando no conhecimento e protecção de uma parte única do património europeu em termos de biodiversidade”.

O texto de apresentação do projecto salienta que se tem acumulado na última década “um grande volume de dados sobre as ilhas oceânicas”, mas acrescenta que “apesar de alguns avanços empíricos e do desenvolvimento de alguns modelos conceptuais, descrevendo verbalmente a dinâmica da diversidade em ilhas, continua a faltar uma teoria geral e quantificável da biodiversidade em ilhas”.

A investigação que será realizada parte do pressuposto de que os Açores constituem um “modelo ideal” para este tipo de projectos devido ao “isolamento geográfico, à existência de um número significativo de espécies endémicas de cada ilha e à grande quantidade de dados ecológicos, biogeográficos e moleculares para vários grupos de artrópodes”.

Na apresentação deste projecto é ainda referido que “as ilhas oceânicas são alvo de interesse especial por parte dos cientistas, sobretudo no que respeita à sua génese, formas de colonização biológica e desenvolvimento de organismos e ecossistemas únicos”, alguns dos quais evidenciando “elevadas taxas de extinção”.

fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52435&op=all 


Concurso CiTela - Vencedores

"O que é a Ciência para ti?" - foi este o desafio que colocámos aos nossos visitantes no inicio do Verão.
Puxaram pela imaginação e espelharam a sua criatividade numa tela em branco.
E que criatividade!

Apresentamos as telas vencedoras:

 1º lugar:
"O Universo" de Emanuele Revert (10 anos)

 2º lugar:
"As Moléculas" de Mateus Revert (11 anos)

3º lugar
"O meu arco-íris" de Rodrigo Dutra (7 anos)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012 - Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos


A Organização das Nações Unidas – ONU escolheu 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.

O objectivo desta escolha é viabilizar e fomentar as discussões sobre o acesso, o uso consciente e geração de energia sustentável.
Dados da ONU mostram que mais de 1, 4 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a energia, o que, segundo a própria Organização, acarreta em problemas de saúde, défice educacional, destruição ambiental e, até mesmo, atraso económico.
A iniciativa das Nações Unidas pretende atrair a atenção mundial para a importância da energia para o desenvolvimento e a redução da pobreza. Neste sentido é que ela desenvolveu objetivos que devem ser atingidos ate 2030:
• Garantir acesso universal a serviços modernos de energia;
• Dobrar a taxa de melhoria da eficiência energética;
• Duplicar a quota de energias renováveis no sector energético global
http://essetalmeioambiente.com/2012-ano-internacional-da-energia-sustentavel-para-todos/

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Dia Mundial das Zonas Húmidas 2012



À semelhança dos outros anos, o CCAH celebra o Dia Mundial das Zonas Húmidas nos dias 2 e 3 de Janeiro. "As Jornadas dos Pauis" são sessões de interpretação ambiental ornitológica através de observação das aves migratórias que frequentam este tipo de habitats na ilha Terceira.
Aceitamos inscrições de grupos a partir de agora.

Entre em contacto connosco.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011


Dinossauros herbívoros encontrados pela primeira vez na Antárctida

Equipa argentina descobriu fósseis de um titanossauro na Ilha James Ross

Titanossauros eram saurópodes, herbíveros de quatro pernas. A presença de grandes dinossauros herbívoros foi registada pela primeira vez na Antárctida. Num trabalho dirigido por Ignacio Alejandro Cerda, do CONICET (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina), explica-se que a espécie titanossauro, pertencente aos saurópodes, teve uma distribuição mundial, pelo menos durante o Cretáceo Superior. O estudo está publicado no jornal alemão «Naturwissenschaften». Até agora os vestígios de saurópodes, um dos grupos mais comuns de dinossauros herbívoros tinham sido encontrados em todos os continentes excepto na Antárctida. Nas últimas duas décadas foram feitas algumas descobertas de dinossauros na Ilha James Ross (extremo nordeste da Península Antárctica). Mas é a primeira vez que se encontra um saurópode.

Os investigadores apresentam no artigo agora publicado uma descrição detalhada do fragmento de uma vértebra da cauda, recuperada naquela ilha. O tamanho e a morfologia específica da amostra levam os investigadores a identificá-lo como um “titanossauro avançado”. Estes dinossauros apareceram durante o Cretáceo inferior e compõem o grupo mais predominante de saurópodes. Extinguiram no final do Cretáceo, juntamente com a grande maioria dos dinossauros. Apesar de ter sido uma das espécies mais comuns e com maior êxito, a sua origem e dispersão não estão ainda totalmente esclarecidas.

Artigo: The first record of a sauropod dinosaur from Antarctic


Fonte: Ciência Hoje